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terça-feira, 8 de agosto de 2017

A indiferença mata!!




Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.
Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa 
não tem eco, na ausência imensa.
Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.
Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.
De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.
(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.



Cecília Meireles, in 'Poemas (1957)'

domingo, 8 de fevereiro de 2015

desigualdade e indiferença


  

Cada vez há mais desigualdade, cada vez há mais pessoas indiferentes ao sofrimento do próximo.
De uma coisa os ricos não se livram, é que ao nascer e ao morrer, somos todos iguais. 


Maria Pitanga