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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Viver o dia a dia na solidão que nos deixaram



Levantei cedo depois de uma noite de seis horas na cama ... noite plena de pesadelos. Parece que guerreei toda a noite com fantasmas. Fiquei sem vontade de nada, tal o cansaço que sentia ao levantar. Parecia que tinha sido travado uma batalha dentro de mim. Depois da morte de minha mãe, que nunca me amou como eu a ela, parece que algo se apagou em mim. Falta-me os telefonemas, fazem-me falta as teimosias dela, o querer sempre ser a dona da verdade,mesmo que dissesse tanta mentira. Até das suas mentiras e do querer sempre ser o centro das atenções, sinto ausência. Há um vazio que não sei como preencher. O meu coração está magoado com a vida. É tudo tão falso e sofrido para quem não mente, para quem não usa de subterfúgio e se entrega inteiro à vida...Ainda estou doente, física e no meu coração e já vai mais de um ano. Cheia de problemas na minha carcaça que fica velha a cada dia que passa. Triste como a noite de trovões, certamente esses são mais belos do que tanta gente que se tem cruzado comigo, toda a vida, mas recentemente e por via das circunstâncias, pior.
As pessoas são más, fingidas, mesquinhas, interesseiras, e tentam fazer dos outros, tolos.Conhecer quem com ela privou e a quem chamava amigas e agora que se foi, todos sentem um misto de falta e alívio, pela sua prepotência, pelo seu complexo de superioridade, mal do que sofria de forma exacerbada. E nem percebia que fatigava as pessoas.Mas eu até dessa fatiga tenho saudades. O telefonema quase diário de uma para a outra, findou, o telefone silenciou.E invadir a privacidade da sua intimidade ao ver fotos, ler papelada, é como um tsunami em mim.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ficar por casa


Estes dias e por força de circunstâncias da vida mas também pelas dores de garganta e cordas vocais meio roucas, é o que tenho feito mais....ficar em casa. Este verão a praia só foi visitada por mim duas vezes e uma nem desci à areia... sequelas de uma valente depressão que se abateu sobre mim desde Fevereiro.

Depois tudo parece recordar que há pessoas que já não estão na nossa vida. Há dias fez 13 anos que meu amado pai partiu. Depois o  aniversário da morte de minha irmã. E daqui a dias, seria o aniversário de minha mãe....e já seis meses que partiu... 
Parece que finalmente estou a ver uma luz ao fundo do túnel e espero começar a sair como antes, sem ser às compras ou a passear os cães. 

Estar sozinho em casa, só não nos faz pior se nos agarramos a trabalhos e a livros.
Quando suportamos dores e problemas sozinhos, sem ajuda de pessoas que julgávamos amigas e família, acontece que de tão fortes sermos e em tanta circunstância, ( a vida é tramada...), um dia quebramos e os cacos ficam no chão, até sermos capazes de os colar. Reuni-los, pegar neles e ir compondo de novo o vaso da vida. 

Não e tarefa fácil e é para poucos....

Já os colei, espero a cola secar... e anseio que não volte a quebrar....o meu vaso está já demasiado remendado e frágil, demasiado frágil !!!

 Ninguém merece as nossas dores, sofrimento, lágrimas. Os que já aqui não estão, esses certamente como fazendo parte da nossa vida e percurso, não haviam de querer lágrimas nos nossos olhos, nem nuvens no coração. 
Quem me amou e partiu só queria ver-me rir e sorrir. É isso que preciso voltar a fazer, sorrir para a vida e para quem está ao meu lado !!

Porque eu mereço !!!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Segunda-feira!!


Até gosto de segundas-feiras... adoro recomeços, mudanças, tudo o que venha fora da estrutura, essa é firme e constante. Por isso gosto de segundas-feiras, que não passam de um dia igual aos outros, só que o homem dividiu o tempo e deu-lhe nomes. Dividiu o tempo, para se punir. Melhor fora se seguisse o calendário solar e lunar. Mas a ambição e o querer datar feitos que não passaram de carnificina e usurpação, de assassinatos e purga de "infiéis", precisou de os marcar com uma ordem cronológica. Mas o tempo só tem a si mesmo, o tempo e é linear....só faz mal a quem o tem como dono e senhor. 😞

Mas esta segunda-feira não está a ser como habitual. Como diria minha mãe, "estás neura"....é isso, o vento faz-me sentir nostalgia e esta leva à neura....e que me impede de ter as janelas abertas....Dormi mal e pouco. Sono breve e inquieto povoado de maus sonhos.
Aqui no bairro onde morro, as casas são grandes e mesmo as mais pequenas são grandinhas. Mas já não há casas para vender e vários são os edifícios com obras dentro dos apartamentos. 
Pior é que, quem como eu vive em horários diferentes, geralmente sai prejudicado. 
Precisava de ter dormido mais umas duas ou três horas. Só consegui dormir quatro. Pouco!! 
Começam cedo as obras no apartamento do edifício ao lado e andam a partir paredes....desde há mais de um ano que são só obras. Espero que um dia destes não venha nas notícias que o crédito mal parado subiu astronomicamente e que temos de salvar outro banco qualquer...


Depois é o sino da igreja, que bate e rebate as horas, as chamadas para a missa e, nem está perto, mas como estou na linha de vento, este traz até mim o som dos sinos e parece que estão aqui, junto à janela.
E os aviões, os tais deslocados da Portela para os aeródromos e que passam por cima e são cada vez mais e maiores.  😒
 
Que segunda-feira !!!!



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Perdi quem me deu a vida



Um sereno sábado a todos, porque sem paz e serenidade a vida é um tormento.  E eu preciso dessa serenidade e dessa paz para  repor tudo o que foi abalado em mim. Não apenas pela perda de alguém que nos dá a vida. Mas porque durante toda uma vida não houve diálogo, existiu afastamento e ontem nem sequer consegui fazer a despedida que queria. 
Tudo demasiado rápido, tudo  sem compaixão sem sentimento pelo luto dos outros. Tanta coisa que precisava de ter sido  esclarecida porque um  ser ( reparem que não escrevi mãe) que não amava os seus filhos. Talvez não acreditem mas eu preciso dizer isto e escrevê-lo ...eu queria ter falado com minha mãe em silêncio para entender ou tentar entender o porquê de não se beijar um filho e haver um afastamento tão grande.
Minha mãe nunca me amou, nem a mim nem a meus irmãos. Fomos todos desprezados, a mim nunca abraçou ou deu um beijo. Poderia esconder isto, podia, mas preciso expurgar a dor que me vai dentro por não ter sido amada, nunca senti um beijo, um abraço, um carinho.

De toda uma enorme família eu fui a única que fui ao enterro mas nem sei porque lá fui.

Ao contrário do que podem pensar, não teve a ver com a dor da perda. Teve antes pelo contrário por nunca mais  poder saber o porquê de se ter filhos e não se amar esses filhos.
Ficou para sempre sem resposta.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sou existencialista e orgulho-me disso



A quanta ambiguidade de tanta gente mal resolvida que anda por aí e não apenas em termos sexuais. Como gente. 
Não podemos ser Nietzschianos ou Sartrianos e acreditar em Deus ou na alma, ou no eterno retorno, etc etc etc...há quem precise pegar nos livros e voltar a estudar. 
Para Sartre ou Nietzsche, apenas referindo estes dois porque são os mais citados nestas redes sociais, não existe deus, nem alma, nem a possibilidade de retorno. 
Alma é a capacidade de raciocínio e memória sensorial e outras.
Aconselho vivamente a lerem. 

Também não se pode acreditar e ser ao mesmo tempo existencialista.
 

Sei que muitas vezes choco as pessoas, mas a minha mente chegou onde está, aos 16 anos, já lá vão mais de quatro décadas. 
Não devemos usar citações de Sartre, Milan Kundera, Marguerite Yourcenar ou Hannah Arendt, se somos crentes. É um contra-senso. 
Para muitos serei herege, para outros louca, e sei lá o que mais. 
Mas eu não sou o que as pessoas pensam, eu ou outra qualquer pessoa, sou aquilo que sou e a opinião dos outros não faz de mim o ser que eles imaginam.

Para mim, quando termina a possibilidade de os feixes eléctricos criarem raciocínio, somos apenas matéria. E acabou. Daqui que muitos cientistas dizerem que quem sofre de Alzheimer, ser um morto vivo, especialmente nas formas mais agressivas da doença.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Gosto mesmo, é das segundas feiras

Não gosto de sextas-feiras, nunca gostei.. Quando era mais nova e até gostava de ir às aulas, era o último dia de aulas da semana...o meu dia preferido é mesmo segunda-feira e se me perguntam porquê, nem sei, mas tem tudo a ver com recomeços. Como adoro mudanças, mudar de casa, sair de uma cidade para outra, viajar, acho que deve ser por isso.
Não aprecio saídas à noite, por isso o fim de semana, é sempre o que costumo chamar de atropelo. Muita gente em todo o lado. Somos mal servidos onde quer que vamos, no cinema há imenso barulho, pipocas pelo chão, gente que fala alto, pessoas barulhentas que se julgam donas de tudo....supermercados com filas de gente com muito pouca paciência, os famosos grupinhos de gente jovem que vai às compras para as festas de fim de semana ( aqui onde moro há  muito esse hábito), música ou espécies de música que jorram dos altifalantes de todo o lado, misturados com os gritos e a publicidade, as buzinas dos carros a protestar por um lugar de parque....ufa, minha rica semana.
Deve ser por estar mais velha e ter tido de certo modo  uma vida com muita gente e muito barulho, hoje prezo tanto o silêncio  dos meus passeios, da minha solidão em casa, sozinha  ou mesmo com o cara metade que adora ver filmes no sossego da casa, com os meus patudos, a minha música e o silêncio de lá de fora, que até já me conformei  com o facto de parte da minha casa estar virada a nordeste.
É a zona onde há silêncio, onde não tem estrada, há verde, um jardim que plantei quando para aqui vim e hoje me dá uma bela paisagem quando abro as muitas janelas da casa.
Se me levantar bem cedo, vejo o nascer do sol  por entre as árvores e de facto, apesar de um pouco fria nesse lado, esta casa é muito espaçosa, silenciosa, tem uma luz única, que pela manhã entra até meio dela, mas depois é reflectida por tudo à  sua volta e entra difusa e em cambiantes belos e serenos.
Durante algum tempo andei com a mania de mudar, hoje acredito que vim até ela e a vim ver umas quatro vezes antes de a comprar, a horas diferentes, porque nem  foi apenas  o seu enorme espaço que me encantou, foi esta luz  fantástica que me acompanha pelo dia fora....e que me anda a dar vontade de voltar a pintar!
Deste lado a nordeste, tanto é fresca, nem  diria fria  de inverno, como quente, muito quente mesmo, no verão.
Já do outro lado da casa, é quente e só usa calorífero quem não estiver bem da cabeça.
Bate o sol até às quatro da tarde, directo, tão forte que por vezes há necessidade de baixar os estores, um pouco para refrear o efeito do sol tão forte sobre tudo e criando um ambiente demasiado desigual entre as duas partes da casa.
Só em dias como hoje talvez, seja preciso algum aconchego de calor. é que o dia hoje está absolutamente cinzento, depois de um final de outono seco e muito frio, mas com uma céu azul radiante de beleza e sem nuvens, hoje voltámos ao cinza. Vem por aí chuva de novo.
No fundo, são três ou quatro meses de tempo mais frio, contas bem mais altas de electricidade e a possibilidade que anda não foi descartada, de colocar uma salamandra.
Levo tanto tempo a decidir as coisas....
Comecei falando nas sextas-feras e acabo falando do meu espaço, onde adoro recolher-me dos barulhos e gentes lá de fora. É quase ponto assente que aos fins de semana, escusam de me convidar a sair.
Cada vez estou mas avessa a esse burburinho de gente que, tal como eu, numa longa  época da minha vida, trabalhava toda a semana dentro e fora de casa, cuidando de ganhar parte do sustento da família e cuidando da mesma família.
Hoje preciso deste silêncio e desta calma, para conseguir sobreviver, não às minhas memórias, mas ao muito que hoje não posso e não quero pensar, que seja a realidade da minha vida, com a certeza de que décadas de esforço, trabalho, sofrimento, dedicação, de nada valeram, de nada serviram e eu hoje tenho de reconhecer que houve uma falha, uma enorme falha  algures, por que em vez de amigos, criei inimigos e em vez de filhos, criei estranhos.
Essa é sem sombra de dúvida a minha maior tristeza e a razão principal porque não gosto dos finais de semana.
Já foram vividos na plenitude, hoje apenas restam os silêncios.

domingo, 16 de novembro de 2014

Cada um se vê à sua maneira







Cada dia me dou conta de que o meu caminho tem sido penoso, mas no meio de tanta farpa, de tanta pedra que me tem magoado pés, canelas, alma, coração, também  em simultâneo, tanta coisa boa me tem acontecido. Nem sei se  o saldo não será mais para o positivo do que para as pedras...

O meu despertar como pessoa, foi muito cedo. 

Quando eu tinha os meus 9 anos, comecei  a ler, tudo desde a colecção azul, condessa de Ségur, até aos Almanaques do Patinhas ou do Donald, lia  as bandas  desenhadas do Major Alvega, Silver Surfer, Mascarilha, tudo o que eu arranjava, comprado ou trocado ( dava cinco lidos e trazia um para ler... bom negócio para quem comprava, péssimo para nós, os miúdos que liam ou devoravam). Gastava  boa parte do meu dinheiro em livros e fazia uma série de coisas para ganhar. Desde ajudar com os irmãos, ir às compras, minha mãe era modista, não a tempo inteiro, mas em part-time, já que fazia isso às escondidas de meu pai que não queria que trabalhasse....   ajudava-a nas pequenas coisas que podia,  coser botões, alinhavar, tirar linhas de alinhavo depois de  a peça estar pronta,  rematar as pontas das linhas e chuliar as bainhas, e as  laterais dos tecidos....enfim, (coisas que hoje me são bem úteis) e assim tinha sempre um pecúlio para poder investir no que mais gostava.


Apareceu entretanto, nos arredores da vila onde eu morava, a biblioteca itinerante...e quem supervisionava a carrinha, era uma pessoa que amava a leitura, a cultura. 
Assim, após a conversa da inscrição onde me foi perguntado, o que quer levar para ler ( eram duas semanas até à próxima visita), e eu lá ia respondendo,  quero saber tudo sobre a boa literatura americana, quero ler Hamlet, quero ler Dickens, etc....e assim, enquanto durou esse período, longo, já que foram vários anos, li muito,  tudo o que qualquer ser humano deveria ler para ter  ases para se considerar gente. Mas o melhor viria a seguir. 

Só os livros nos trazem o sonho. Ler é como viajar, sem sair do local onde estamos, sentados, encostados, deitados. 
Depois, já com alguma bagagem, conheci o tal amigo, que me viu com uma sacada de livros, a uma sábado de manhã, quando ele se apeava do comboio vindo lá da Marinha e eu ia comprar o pão que minha mãe me pedira. 
Achou piada  à minha resposta...onde vai e o que vai fazer com todos esses livros. A minha resposta, lê-los, devorá-los, tirar frases para fixar, para recordar mais tarde, sonhar.
Tive a sorte de ter amigos de grande qualidade intelectual e humana, alguns, poucos,  um em particular.

E ali, naquele momento,  arranjei, um grande orientador de leituras. Assim, aos 13 anos estava a ser lançada a Tolstoi,  Fiódor Dostoiévski, Constantin Virgil Gheorghiu .Léon Uris,  Marx...passando por Hemingway, Miller, Steinbeck e tantos outros.

Foi a partir daí que a "mania" de coleccionar  coisas, passou a ser uma qualidade, a de criar a minha própria biblioteca.

Hoje sei que sou diferente da maioria das pessoas, não ligo grandemente a coisas materiais, gosto de ter o quanto baste, nunca tive ambições de riquezas...posso não ter tido grandes felicidades, até mesmo a nível familiar, mas o espanto que apenas um livro transmite, aí eu bato todos os que conheço. 
Nesse ponto, a minha vida foi um deslumbramento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Insatisfaction



Por vezes esperamos algo por tanto tempo, fantasiamos o momento, vivemos durante meses para que um dia possa acontecer, e quando acontece, mesmo repetidamente, ele já não é o que esperámos, não nos deixa o arrebatamento, nem o fulgor nas faces, a adrenalina no sangue...ficamos como que decepcionados, terá sido  aguardado com demasiada expectativa ou foi apenas tudo foi demasiado rápido, tão rápido que não deixou mais do que um rasto húmido, mas não de satisfação, antes pelo contrário, de insatisfação,
absolute and sad insatisfaction! E sem darmos por isso essa insatisfação invade-nos a alma e sentimos que estamos sós, absolutamente sós, porque o nosso querer e o nosso sentir, não é como o das outras pessoas, que numa pequena corrida chegam à meta...nós mais lentos, não por preguiça mas por sentidos, demoramos mais a chegar. E essa meta é o que nos põe o brilho no olhar, a alegria no ser...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uma estrada sem rumo



Cá estou mais uma vez, ausente do mundo, o corpo cansado mas perdida dentro de mim, do meu ser.
Continuo sem rumo, mas onde os instintos do meu corpo me vão guiando, febril, por esta estrada onde não encontro sinais.
É como se fosse caminhando sem saber para onde, nem sequer saber onde a estrada me leva.
Por vezes sinto-me agastada numa vivência sem interesse onde o querer deixou de fazer sentido. Como se eu fosse não uma, mas múltiplas identidades.
Preciso por vezes inventar, escrever, ficcionar para que a vida, aquela que percorro, tenha sentido, preciso disso para me dar uma razão de viver.
Estou como qualquer um que viaje e sentado num banco de uma carruagem, quase vazia, sem saber muito bem onde aquele comboio o transporta.
E noite dentro cá venho escrever, porque a escrita me alivia a alma, e lá vou prosseguindo neste Fado, procurando em vão o sentido para a minha estrada, para o meu percurso.
As pessoas estão sempre ocupadas, ninguém tem tempo para nós, somos muitas vezes um peso, queremos falar, dialogar, mas não é possível, a sociedade vive constrangida, estereotipada, fechada em padrões.
Vive-se num círculo de pessoas mas tudo o que sai para fora dos parâmetros do que acham "normal" é estranho, absurdo.
Olham de lado quem não se contenta com as migalhas que a sociedade nos oferece, como se nós pertencêssemos a outra galáxia...na sua opinião somos estranhos, nunca contentes com o que temos ou somos, como se fossemos ave de arribação, que pousa aqui e ali, nem norte ou destino certo.